Matérias e artigos

A fonte do HAPKIDO

Projetarei aqui uma comparação interessante, que nos coloca em posição semelhante à de um rio.
Aqui no estado de São Paulo, temos o famoso rio Tietê… imponente, atravessa a capital, margeado por importantes vias de circulação. Acredito que muitos o conheçam, e quem ainda não o conhece, deve ter pelo menos uma idéia da dimensão desse gigante.
Ao longo de seu trajeto, observa-se que existem vários trechos de condições diversas, com água considerada potável, pura, a ponto de possibilitar a vida de peixes e outros animais aquáticos.
Em contrapartida, em vários outros trechos (capital, por exemplo), o rio não apresenta nada que anime, atraia, ou que seja de se apreciar. Poluição, sujeira, mau cheiro, fruto de ações impróprias e destrutivas do homem.
Em ambos os casos, pode-se haver a reversão da situação, quando há uma superexposição do tipo de água em condições opostas. Ou seja, o excesso de sujeira contamina a água pura, bem como o excesso de água pura leva a sujeira para longe de uma outra porção de água, tornando-a límpida.
Aí você pode estar se perguntando “o que o rio Tietê tem a ver com o HAPKIDO?” E eu respondo: muito! Tem a ver que, dependendo de como você alimentar e nutrir o seu “rio-HAPKIDO”, assim ele se tornará uma arte de respeito, ou uma pseudo-arte marcial, conforme forem nossas ações.
Zelemos para que, “em nosso rio”, não deixemos que técnicas poluídas se infiltrem… que pessoas mal intencionadas desvirtuem o leito… que alguns “mestres” façam-nos acreditar que o esgoto podre que eles oferecem tem a mesma importância da água limpa e clara que há no rio, e que brota puramente da fonte… e que nossa inércia diante disso tudo não se torne a estagnação que mina qualquer oxigenação possível.
Por isso, temos a necessidade de estar sempre em contato com a fonte… para beber, comparar e alimentar a fluência de nosso “rio-HAPKIDO”, de forma pura, saudável, firme, ética, respeitosa, mantendo assim, o padrão original de qualidade e valor de nossa preciosa arte.
A fonte, e entende-se por Mestres (com “M” maiúsculo mesmo, diferente de muitos mestres que existem e surgem por aí “hone$$$tamente”), sempre nos fornece essa água, pura e preciosa, importantíssima para a manutenção digna de nosso HAPKIDO… a opção (creio que o termo mais adequado seria obrigação) de beber dessa água é nossa… e lembremo-nos que, em determinados momentos, nós também nos tornamos fonte, afinal, outros beberão da água que estamos oferecendo.
Portanto, façamos nossa parte… procuremos ir sempre à fonte, em busca de renovação e manutenção de nosso saber.
Ir à fonte, é seguir até a origem, avançando pelo caminho que nos liga a ela, sem nos desviarmos pelos afluentes que surgem tentando nos levar para longe de nosso real objetivo.
Aos que se desviaram da rota original, há sempre a possibilidade de retornar ao trajeto rumo à pureza da nascente, purificando as águas imundas adquiridas do contato com mestres poluidores.

Algumas perguntas para reflexão…
Que tipo de água se encontra atualmente no seu rio? Límpida, da fonte, ou a podridão do esgoto?
O trajeto apresenta desvios sem volta ao curso original?
Tem ido constantemente à fonte?

“Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a.”
Salmo 34:14

escrito por Prof.Wilson Gouvêa

2 comentários sobre “Matérias e artigos

  1. Kwan Jan Nim Guilherme Cauzin, gostei muito do seu artigo. Sou um estudioso da arte, andei peregrinando pelas várias federações de Hapkido. Eu tenho isso como um defeito que só enfraquece nossa arte. Mas, sou da opinião que o Hapkido não tem bandeira. Começei na WOHF, depois WHA. E hoje, sou registrado na IHF, sou aluno do Sanbonim Oberdan Huejan Alvares que se sagrou campeão mundial – Battlecreek USA – 2010. Vida longa aos hapkidoístas, acompanho seu trabalho de longe, participei de um seminário aqui no Rio de Janeiro ministrado pelo Mestre Carlos Feliciano. Kamsahamnida !!

    • Salve, Ricardo!
      O mestre Cauzin é o meu mestre desde 1991, ano em q comecei a treinar o Hapkido. Sigo a linha dele, que é discípulo do Grão Mestre Park Sung Jae. Aqui em SP tb tivemos muitos problemas de divisões e bandeiras, mas hoje podemos vislumbrar uma luz no fim do túnel, afinal, temos presenciado um bom nível de união em nossos seminários.
      O Mestre Carlos Feliciano tb é um grande amigo, que sempre luta pela divulgação de um HAPKIDO forte e sério.
      Transmitirei sua mensagem ao Mestre Cauzin!
      Obrigado pela sua visita!
      Grande abraço!
      Wilson Gouvêa

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