São 20 anos… mas parece que foi ontem!

Ano de 1991, dia 1º de junho… ou seja, exatos 20 anos atrás…
Sábado. Apesar de ser uma época intermediária entre outono e inverno, fazia sol.
Minha primeira vez pisando no tatame. Um pouco de ansiedade (positiva) e uma grande expectativa, amenizada em partes pela experiência prévia em artes marciais, e pela companhia do meu primo nessa primeira aula.
Começava ali, uma grande mudança em minha vida.
Havia dado um passo importante, sem pensar muito no que significaria, a curto e a longo prazo, essa decisão.
Decisão tomada, acredito eu, pela magnífica orientação de Deus.


Como que por acaso, tudo começou quando estava em meu primeiro emprego. Em uma conversa informal, um colega do trabalho, que era faixa preta de Hapkido (obrigado pelas torções, Élcio Guedes), me apresentou técnicas de defesa pessoal desconhecidas, mas extremamente eficazes e fascinantes. Nada melhor que exemplos práticos para convencer com maior eficiência. Nada melhor pra explicar o que significa Hapkido.
Daí pra academia, foi questão de dias… e assim, lá estava eu, tentando trilhar o caminho que me conduziria por um novo universo, totalmente incrível e fascinante.
Conhecimentos novos iam se acrescentando a cada aula… novos amigos surgindo… novas consciências sobre o significado de amizade e companheirismo… uma ampliação da consciência de quem eu realmente era, e de meu papel nesse mundo.
Exames de faixa se passavam, e junto com as suadas promoções, vieram responsabilidades, e a vontade de colaborar para a divulgação dessa arte marcial.
De aluno a professor (sem nunca abandonar o papel inicial de aprendiz), foi uma transição tranqüila. Daí, para participação em eventos, cursos, seminários, campeonatos, direção de entidades, vislumbrando a possibilidade de um futuro sempre produtivo e promissor.
O sentimento de gratidão é muito grande, pois o Hapkido me deu amigos, família, estabilidade emocional, auto-confiança, agilidade física e mental, me colocando num mundo onde, de outra forma, jamais encontraria tudo isso.
Infelizmente, daquela época, poucos continuaram… apenas Edson Meira e Rafael Barca, excluindo, claro, nosso Mestre Cauzin. Coisas da vida, mas espero de coração que todos estejam bem, e que se possível voltem a treinar.
O tempo passa… mas o que não passa é a minha gratidão.

Meus sinceros agradecimentos aos que tornaram possível e agradável essa caminhada, e quando não, ao menos a tornou mais amena e tolerável…
Primeiramente, agradeço a Deus, pois sem ele, nada disso seria possível.
Aos meus pais e minha família, pelo constante apoio.
À minha esposa e companheira Cristina, que sempre me incentiva.
Ao Grão Mestre Park Sung Jae, por nos trazer uma arte marcial legitimamente eficiente.
Ao meu Mestre Guilherme de Jesus Cauzin, por ser um verdadeiro Mestre (com “M” maiúsculo), por sempre trabalhar com seriedade, por me conduzir e orientar em grande nível técnico nessa caminhada, e ao seu filho Charles, por me direcionar e ensinar sempre com disciplina.
Ao professor Élcio Guedes Vieira que, sem maiores pretensões, me apresentou um legítimo tesouro que me enriqueceria e mudaria para melhor a minha vida.
Aos professores Odilon, Adalberto e Alexandre, que mantiveram a seriedade da linha de trabalho de nosso mestre.
Aos parceiros de treino (em especial Edson e Evandro), pela possibilidade de treinar e progredir em alto nível.
Aos meus diversos alunos (foram muitos, mais de 200), que me motivam a me esforçar para ser um professor cada vez melhor.
Aos meus alunos (hoje já formados professores) Diniz, Kid, Rafael e Erik, que trabalham firmemente e me representam com seriedade no que fazem.
Lembro também dos amigos e parceiros de treino Davi Martin Dantas e Ladislau Oiszevsky, que deixaram essa jornada por motivos alheios, mas que hoje devem estar treinando muito lá no céu, junto com o professor Kiko. Vocês fazem falta por aqui! Continuem treinando, pois um dia nos veremos novamente!
Aos diversos amigos que eu fiz (muita gente mesmo, fico com receio de deixar e fora alguns nomes), mestres Clarindo, Delmo, Marcílio, Song, Ranulfo, Índio, Capozzi, Marcos Silvério, Carlos Feliciano, Paulo Caldas, Fabio Siqueira, Fernando Cardia, Erik Barbeiro, Carlos Cravo, Celso Rodrigues, João Santos, Anderson e Carol, Rafael Pereira, Walter Antunes, Freddy, Diego Gomes, Diego Zacharias (Demônio), Isabel Dantas, Roseli Cruz, Rossana, Silvio Mathias, Paulino, Lilian, Cris e Tamires, Paulinho, Vinícius, Ariston, Emerson e Anderson, Fernando Caldeira, Jae, Thielly, Ricardo Feu, Natália, “seu” Gabriel, “seu” Nelson, Sidney Assis, Julio Figueiredo, Mauro Ferraz, Fernando Serrano, Julio e Kelly Suyama, Luis Carlos Modena, Carlos Alázio, Sidney Isidro (vulgo Isidoro), Paulo e Binho, Alessandro Galli, Zé Carlos, Adônis, Deisy, Fabrício, Fabio Manieri, Fernanda Meira, Romualdo, Marcelo Kakaroto, Anderson Arantes, Paulo Marcolino, Evandro e Piter Barbosa, Eduard, Douglas Naum, Flavio Augusto (Tadao), Maurinho, David Tufic, e também o pessoal das academias Draleon, CDR, Paulistinha, SFP, Galpão Brasil… enfim, é muita gente mesmo, me perdoem os que eu não mencionei…


Enfim, já foram-se 20 anos (um casamento em que estou comemorando Bodas de Porcelana), mas parece q foi ontem que dei esse primeiro passo que mudou a minha vida… espero, sinceramente, daqui a mais 20 anos, poder escrever um novo texto, como se essa “conversa” nunca tivesse acabado…

Então, que venham mais 20 anos!

Muito obrigado a todos!
(Keep Walking… always!)

Prof. Wilson Roberto Silva Gouvêa
Praticante de Hapkido, desde 01 de Junho de 1991.

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